
In-tensivo. Tensivo. Tensão. Experimentamos atmosferas tensivas. Se antes a tensão se alojava naquelas contenções, contraturas e oposições de força, vimos que onde há encontro há tensão.
E há tensões de inúmeras naturezas. Não falemos de mais tenso ou menos tenso.Falemos de qualidades tensivas, da dinâmica molecular dos afectos.
Quando saboreamos e atravessamos os incômodos, virtualidades se atualizam.
A vida inventa por composição, por receptivatividade.
Manhã de domingo, 27 de novembro. Foi surpreendente: o intensivo-extensivo pode ganhar desenhos provisórios.
Abrimo-nos para o caos perturbador. Não nos privamos de espernear. E experimentamos o combate às forças reativas. Agressividades vieram à tona: sair da representação dá trabalho, é forçoso.
Pudemos raspar algumas de nossas repetições. Pudemos sustentar o combate agressivo. A fúria assaltou o ego e abriu valas arejadas no corpo.

E foi terra se escorrendo. Dragões jorrando fervuras, silêncios, inverborragias fervilhantes, gigantismos corpóreos: conexões dilatando corpos, encompridando-os.
E não há nada dentro, só superfície. "Aconchegos sonoros". "Devir-criança argilar".
Revoluções de vidas na curva da diferenciação; explosões silenciosas ganharam som, ganharam pele.
Aos navegantes, voadores, incendiários e corredores de terra: alegria, carinho e agradecimento pelo encontro e abertura.
Sigamos fortes e atentos as micro-tensões diversas que experimentamos em nossos encontros. Elas são nossos guias da imanência.